Comprar em dólar no cartão de crédito internacional parece simples, mas envolve dois custos que costumam pegar o consumidor de surpresa: o IOF e a cotação usada pela operadora do cartão, que quase nunca é a mesma que aparece no noticiário.
Como funciona o IOF nas compras internacionais
Desde julho de 2025, a alíquota do IOF para cartão de crédito internacional é de 3,5% sobre o valor da compra. Ele incide em compras no exterior, sites internacionais, saques e pagamento de serviços estrangeiros — e é aplicado sobre o valor já convertido em reais na data da transação, não sobre o valor original em moeda estrangeira.
A cotação que a operadora usa não é o dólar comercial
Esse é o ponto que mais surpreende: as operadoras de cartão costumam usar o câmbio turismo, menos vantajoso que o câmbio comercial anunciado nos noticiários. Na prática, isso significa que uma cotação de referência de R$ 5,37 pode virar R$ 5,63 na fatura, já com um spread embutido — uma margem que pode chegar a 6% sobre o câmbio.
O efeito somado
Como o IOF é calculado sobre o valor já convertido pela cotação da operadora (que já inclui o spread), o consumidor paga imposto sobre um valor maior do que pagaria se a conversão fosse feita pelo câmbio comercial puro — o que aumenta o custo final da compra além dos 3,5% do IOF isoladamente.
Como reduzir esse custo
- Comparar a cotação do cartão com o câmbio comercial do dia antes de fazer compras grandes no exterior, para ter noção real do spread cobrado.
- Considerar contas internacionais ou cartões com câmbio mais transparente, que costumam informar o spread de forma mais clara.
- Concentrar compras grandes em vez de parcelar várias pequenas, para facilitar o acompanhamento do custo total em reais.
Fontes: Wise.
