Quem investe em CDB e compara com a poupança precisa levar em conta um detalhe que muda a rentabilidade final: o Imposto de Renda incide sobre um, mas não sobre o outro.
Como funciona o Imposto de Renda no CDB
O CDB segue a tabela regressiva do Imposto de Renda: quanto mais tempo o dinheiro fica investido, menor a alíquota cobrada sobre o rendimento — e o imposto incide apenas sobre o que foi ganho, nunca sobre o valor investido originalmente.
A tabela regressiva, por prazo
- Até 180 dias: 22,5% sobre o rendimento.
- De 181 a 360 dias: 20%.
- De 361 a 720 dias: 17,5%.
- Acima de 721 dias: 15%.
Além disso, resgates feitos antes de 30 dias também sofrem cobrança de IOF regressivo, que desaparece completamente depois desse período.
Por que a poupança é isenta
A poupança está entre as aplicações isentas de Imposto de Renda para pessoa física, junto de outras opções como LCI, LCA, CRI e CRA — uma política que funciona como incentivo do governo a determinados setores da economia, sem que o rendimento seja tributado.
Isenção não significa rendimento melhor
É um erro comum achar que, por ser isenta de imposto, a poupança rende mais no fim das contas. Como já é possível ver em comparações diretas, mesmo descontando o IR, um CDB de banco sólido pagando um percentual competitivo do CDI costuma superar o rendimento líquido da poupança — a isenção reduz a desvantagem do CDB, mas normalmente não é suficiente para reverter a comparação.
Na prática, o que considerar antes de escolher
Vale sempre calcular o rendimento líquido (já descontado o IR, quando aplicável) de cada opção antes de decidir, e não só comparar as taxas brutas anunciadas — principalmente ao avaliar prazos mais longos, em que a alíquota do CDB cai para o mínimo de 15%.
Fontes: Inter.
