Cartões premium costumam anunciar “seguro viagem incluso” como um grande diferencial — mas a cobertura real costuma ser bem mais limitada do que o nome sugere, e vale entender isso antes de contar só com ela em uma viagem internacional.
Como funciona
O benefício costuma estar disponível em categorias mais altas de cartão (Platinum, Black, Infinite) e normalmente só é ativado quando a passagem ou hospedagem é comprada com o próprio cartão. Muitas operadoras exigem que o titular emita um certificado de cobertura antes de embarcar — pular essa etapa pode invalidar o seguro na prática.
O que costuma estar coberto
- Despesas médicas e hospitalares em emergências.
- Repatriação médica ou funerária.
- Indenização por morte ou invalidez acidental.
- Extravio de bagagem, com valores limitados.
- Atraso ou cancelamento de voo, em alguns casos específicos.
O problema está nos limites de cobertura
Os valores costumam ser modestos — muitas vezes entre US$ 10 mil e US$ 20 mil de cobertura médica, o que pode ser insuficiente em países com custo de saúde elevado, como os Estados Unidos. Destinos como países europeus do Tratado de Schengen exigem cobertura mínima de € 30 mil, valor que muitos seguros de cartão não atingem.
Quando o seguro do cartão realmente basta
Costuma funcionar bem para viagens curtas, destinos sem exigência mínima de cobertura específica, e viajantes jovens sem histórico médico relevante ou prática de esportes de risco.
Quando vale contratar um seguro à parte
Viagens para Europa, Estados Unidos, Canadá, Austrália ou Japão; viagens com crianças, idosos ou gestantes; e quem tem alguma condição de saúde pré-existente costumam precisar de cobertura adicional, contratada separadamente, já que o seguro do cartão raramente é suficiente nesses casos.
Fontes: Omint.
