Trocar o banco tradicional pela conta digital deixou de ser uma decisão arriscada há alguns anos — mas ainda gera dúvida sobre segurança, principalmente quando o assunto é “meu dinheiro está protegido do mesmo jeito?”. A resposta depende de um detalhe que pouca gente verifica antes de escolher onde manter a conta principal.
A garantia do FGC é a mesma, com uma condição
Bancos digitais que têm licença bancária completa — como Nubank, Inter, C6 Bank, Neon e Original — contam com a mesma cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) que os bancos tradicionais: até R$ 250 mil por CPF, por instituição, somando conta corrente, poupança e produtos como CDB no mesmo banco. Existe ainda um teto de R$ 1 milhão por CPF a cada quatro anos, somando todas as instituições.
A exceção fica por conta de algumas fintechs de pagamento — como carteiras digitais que não têm licença bancária — que seguem outro tipo de regulação e não contam automaticamente com a cobertura do FGC da mesma forma. Vale conferir se a instituição escolhida é um banco (com licença do Banco Central) ou uma instituição de pagamento antes de deixar valores altos parados por lá.
O que muda além da garantia
Com bancos digitais licenciados operando nas mesmas regras de segurança dos tradicionais, a diferença prática está em outros pontos: tarifas (geralmente menores ou inexistentes nos digitais), agências físicas (ausentes ou raras nos digitais, o que pesa para quem prefere atendimento presencial), e velocidade de abertura de conta e aprovação de crédito, normalmente mais rápida nos digitais por depender menos de processos manuais.
Onde o banco tradicional ainda leva vantagem
Para operações mais complexas — financiamento imobiliário, crédito consignado de maior valor, negociações que dependem de relacionamento histórico com o gerente — bancos tradicionais ainda tendem a ter processos mais consolidados e, em alguns casos, taxas mais competitivas para clientes com bom relacionamento de longa data.
Onde a conta digital costuma compensar mais
Para o dia a dia — receber salário, pagar contas, guardar reserva de emergência com rendimento automático, usar cartão sem anuidade — a conta digital tende a ser mais prática e, na maioria dos casos, mais barata, sem abrir mão da mesma proteção do FGC, desde que a instituição escolhida seja um banco licenciado.
Uma recomendação prática para quem tem valores altos guardados
Se o total guardado em uma única instituição (digital ou tradicional) ultrapassa R$ 250 mil, vale distribuir entre bancos diferentes para manter tudo dentro da cobertura do FGC — essa diversificação não tem custo e reduz o risco em caso de problema com uma única instituição.
Fontes: Renova Invest, CNN Brasil.
