Na hora de organizar ou consolidar dívidas, escolher entre consignado, empréstimo pessoal e cartão de crédito faz uma diferença enorme no custo final — e a decisão certa depende diretamente do perfil de quem está pedindo o crédito.
Crédito consignado: o mais barato, para quem tem acesso
Por ter as parcelas descontadas diretamente do salário ou benefício, o consignado reduz bastante o risco para o banco — e isso se reflete em juros significativamente menores do que as outras modalidades. Costuma permitir prazos mais longos, em alguns casos chegando a 96 ou até 108 parcelas, dependendo da modalidade e do público (aposentados do INSS, servidores públicos, CLT com convênio).
Empréstimo pessoal: mais flexível, mas mais caro
Sem a garantia automática do desconto em folha, o empréstimo pessoal tem taxas significativamente mais altas do que o consignado — e para quem tem score baixo, os encargos ficam ainda maiores. Em compensação, oferece mais flexibilidade de uso e não exige vínculo específico com folha de pagamento, sendo acessível a autônomos e informais que comprovem renda de outra forma. Os prazos costumam ser mais curtos, geralmente até 48 meses.
Cartão de crédito: a opção mais cara para consolidar dívidas
Usar o cartão — principalmente o rotativo — para lidar com dívidas antigas costuma ser o pior caminho: os juros do rotativo estão entre os mais altos do mercado brasileiro, tornando essa modalidade praticamente inviável como estratégia de consolidação de dívida, e não como forma estruturada de pagamento.
Como decidir
- Aposentado, pensionista, servidor público ou CLT com convênio: o consignado costuma ser a melhor opção, pela taxa mais baixa.
- Sem acesso ao consignado, mas com renda comprovável: o empréstimo pessoal é a alternativa mais equilibrada, desde que as parcelas caibam confortavelmente no orçamento.
- Em qualquer cenário: evitar usar o cartão de crédito rotativo como forma de “esticar” o pagamento de dívidas — ele deve ser a última opção, não a primeira.
Fontes: PagBank.
