O Pix trouxe agilidade para transferências, mas também abriu espaço para golpes que exploram justamente essa rapidez — depois que o dinheiro sai, é praticamente impossível recuperá-lo. Reconhecer os padrões mais comuns é a melhor defesa.
Cobrança falsa via QR Code ou link
O golpista envia um QR Code ou link de pagamento fora dos canais oficiais do vendedor, muitas vezes se passando por uma loja ou prestador de serviço real. A vítima paga acreditando que está concluindo uma compra legítima, mas o dinheiro vai direto para a conta do golpista.
Falso funcionário de banco
O golpista liga ou manda mensagem se passando por atendente do banco, alegando um problema de segurança na conta, e induz a vítima a fazer um Pix “para proteger o dinheiro” ou a informar dados que permitem ao golpista operar a conta remotamente. Nenhum banco pede transferência por Pix ou código de segurança por telefone para “proteger” a conta.
Golpe do falso motoboy ou entregador
Comum em vendas online: o golpista se apresenta como entregador de um produto comprado e pede um Pix adicional (taxa de entrega, diferença de frete) antes de concluir a entrega — que nunca acontece.
Como reconhecer uma cobrança falsa
- Conferir o nome do recebedor que aparece na tela de confirmação do Pix antes de finalizar — se não bater com quem deveria receber, é sinal de alerta.
- Desconfiar de urgência excessiva (“pague agora ou perde a vaga/promoção”) — é uma tática clássica para não dar tempo de pensar.
- Nunca pagar por QR Code ou link recebido fora do canal oficial da loja ou prestador, mesmo que pareça vir de um contato conhecido.
- Desligar e ligar de volta pelo número oficial do banco em caso de contato suspeito, em vez de continuar na ligação recebida.
Se cair em um golpe, o que fazer imediatamente
Contatar o banco o quanto antes para tentar acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que permite bloquear e, em alguns casos, recuperar valores transferidos por fraude — a chance de sucesso cai bastante quanto mais tempo passa entre a transferência e o aviso ao banco.
Fontes: Febraban.
