Saque no cartão de crédito: por que costuma ser a opção mais cara do mercado

Em um aperto, sacar dinheiro no cartão de crédito parece uma solução rápida — mas é, quase sempre, a forma mais cara de conseguir dinheiro emprestado no mercado brasileiro.

Como funciona o saque

É como um “adiantamento em espécie”: você retira parte do próprio limite de crédito direto no caixa eletrônico, inserindo o cartão, escolhendo a opção de saque no crédito e informando o valor desejado. O dinheiro sai na hora, mas entra como dívida na fatura seguinte.

Os três custos que se somam

  • Taxa de saque — uma tarifa fixa cobrada por operação, independente do valor sacado.
  • Juros do rotativo — o valor sacado não entra no parcelamento normal do cartão; ele já nasce sujeito aos juros do crédito rotativo, entre os mais altos do mercado.
  • IOF — o Imposto sobre Operações Financeiras incide sobre o valor sacado, aumentando ainda mais o custo total.

Por que é a opção mais cara

Os juros do rotativo podem ultrapassar 400% ao ano, segundo dados do Banco Central. Diferente de um empréstimo com parcelas fixas e definidas, o saque no cartão cria um efeito bola de neve: se o valor não for quitado integralmente na fatura seguinte, os juros se acumulam rapidamente, tornando a dívida exponencialmente mais cara do que qualquer alternativa estruturada, como um empréstimo pessoal ou consignado.

Alternativas antes de sacar no cartão

Vale considerar um empréstimo pessoal com parcelas fixas, a antecipação do saque-aniversário do FGTS (para quem já aderiu), ou negociar diretamente com quem cobra a dívida original — quase qualquer alternativa estruturada sai mais barata do que recorrer ao saque do cartão de crédito.

Fontes: Serasa.

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