Ver o score em zero ou muito baixo costuma assustar quem nunca teve dívida nem atraso na vida. A reação mais comum é achar que algo deu errado — mas, na maioria dos casos, o motivo é bem mais simples do que parece.
Por que o score pode estar zerado sem nenhuma dívida
O score é calculado a partir de histórico: contas pagas, tempo de relacionamento com crédito, diversidade de produtos usados. Quem nunca teve cartão, nunca fez um financiamento e nunca teve conta com movimentação relevante simplesmente não tem dados suficientes para o birô calcular uma nota — o que resulta em score zerado ou muito baixo, mesmo sem nenhuma pendência.
Quem mais costuma ter esse problema
- Jovens que acabaram de completar 18 anos e nunca tiveram produto financeiro no próprio nome.
- Pessoas que sempre usaram apenas dinheiro ou débito, sem nunca ter cartão de crédito ou financiamento.
- Quem ficou muito tempo fora do país ou sem nenhuma movimentação financeira registrada no Brasil.
- Donas de casa ou dependentes que nunca tiveram conta ou produto financeiro em nome próprio.
Como começar a construir histórico do zero
O caminho mais direto é começar com produtos de entrada mais simples: um cartão de crédito com limite baixo (inclusive os cartões com garantia, em que o próprio limite é lastreado por um valor depositado), ativar o cadastro positivo, e manter qualquer conta com movimentação regular — recebendo salário, pagando contas fixas por ela.
Quanto tempo leva para o score sair do zero
Não existe um prazo fixo, mas o histórico começa a se formar já nas primeiras faturas pagas em dia. Alguns meses de uso consistente de crédito — mesmo em valores pequenos — já costumam ser suficientes para o birô ter dados básicos para calcular uma nota, ainda que baixa no início.
Erros comuns de quem está começando
- Pedir vários cartões ao mesmo tempo para “acelerar” o histórico — múltiplas consultas em pouco tempo tendem a ter o efeito contrário.
- Usar 100% do limite disponível logo no início, mesmo pagando em dia — isso sinaliza dependência de crédito, não construção saudável de histórico.
- Desistir de acompanhar a fatura por achar que, sendo um valor pequeno, um atraso “não vai fazer diferença” — atrasos pesam proporcionalmente mais em quem ainda tem pouco histórico.
Fonte: Serasa.
