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Ter uma dívida em aberto e, ao mesmo tempo, dinheiro sobrando para investir é uma situação mais comum do que parece — e a decisão entre quitar a dívida primeiro ou aplicar o dinheiro tem uma lógica matemática simples por trás.
Não existe, na prática, um investimento cujo retorno seja maior do que o custo da maioria das dívidas de consumo — especialmente cartão de crédito e cheque especial, que têm os juros mais altos do mercado brasileiro. Isso significa que, na maior parte dos casos, quitar a dívida rende mais “garantidamente” do que qualquer aplicação financeira.
A diferença entre o que você ganharia investindo e o que está pagando de juros costuma ser tão grande que qualquer retorno de investimento é anulado pelo custo da dívida. Tentar investir enquanto ainda paga uma dívida de juros altos é, na prática, perder dinheiro duas vezes: pagando mais caro de um lado do que se ganha do outro.
Em situações específicas — como uma dívida com juros baixos (um financiamento com taxa reduzida, por exemplo) frente a um investimento com retorno mais previsível —, alguns especialistas recomendam priorizar segurança e liquidez: aplicações de renda fixa simples, como Tesouro Direto ou CDBs atrelados ao CDI, em vez de investimentos de risco mais alto.
Para a maioria das situações — principalmente quando a dívida envolve rotativo do cartão, cheque especial ou empréstimos com juros altos —, a orientação predominante entre especialistas é: primeiro eliminar a dívida cara, depois começar a investir. Só depois de livre desse peso é que o dinheiro guardado realmente passa a trabalhar a favor de quem investe, sem estar “competindo” contra uma dívida que cresce mais rápido do que qualquer aplicação.
Fontes: B3 Bora Investir.