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O 13º salário costuma ser visto como dinheiro “extra” — e é exatamente essa percepção que leva muita gente a comprometê-lo com compras parceladas que, no fim das contas, custam mais caro do que o valor recebido.
Se você tem alguma dívida em aberto — cartão, cheque especial, empréstimo —, usar o 13º para quitá-la é a estratégia com maior retorno garantido. Isso evita o acúmulo contínuo de juros e traz mais tranquilidade para começar o próximo ciclo sem compromissos pendentes, além de contribuir para limpar o histórico de crédito.
Para quem não tem dívidas, o 13º é uma boa oportunidade de começar ou reforçar a reserva de emergência, com a meta de acumular entre 3 e 6 meses de despesas essenciais. Mesmo que o valor recebido não cubra essa meta de uma vez, ele serve como um bom ponto de partida, complementado com aportes mensais ao longo do ano seguinte.
Com dívidas quitadas e reserva formada, o 13º pode ser direcionado a investimentos alinhados a um objetivo específico — opções de renda fixa mais simples para metas de curto prazo (como um CDB prefixado, pensando em uma troca de carro ou viagem), ou opções atreladas à inflação para objetivos de prazo mais longo.
Usar o valor do 13º como entrada para comprar algo parcelado, em vez de quitar dívidas ou formar reserva, tende a contradizer o próprio objetivo de estabilidade financeira — a pessoa troca um dinheiro que já está garantido por um novo compromisso mensal, exatamente o tipo de obrigação que o 13º poderia ajudar a evitar.
Primeiro quitar dívidas caras, depois formar reserva de emergência, e só então considerar investimentos ou compras planejadas — nessa ordem, o 13º rende o máximo de benefício real para quem recebe.
Fontes: C6 Bank.