Empréstimo consignado do INSS: regras, teto de desconto e cuidados com golpes

O consignado do INSS passou por mudanças importantes nas regras em 2026, criadas justamente para reduzir o endividamento excessivo de aposentados e pensionistas e dificultar a ação de golpistas que se aproveitavam desse público.

Como ficou a margem consignável

Antes, a margem total disponível era de 45% do benefício, dividida entre empréstimo consignado (35%) e cartões de crédito e benefício (5% cada, separadamente). Na nova estrutura de 2026, todos os produtos passaram a competir dentro de um limite único de 40% — o que, na prática, reduziu o espaço disponível para quem já tem cartões consignados ativos, mesmo sem uso: um benefício de R$ 2.000 com dois cartões ativos, por exemplo, passou a ter cerca de R$ 600 disponíveis para empréstimo, contra R$ 700 no modelo anterior.

O teto de juros

A taxa máxima permitida para o consignado do INSS permanece em 1,85% ao mês — um valor que continua bem abaixo do praticado em empréstimos pessoais ou no cartão de crédito comum.

Novas proteções contra golpes

  • Biometria facial obrigatória — o beneficiário precisa confirmar o contrato em até 5 dias pelo aplicativo Meu INSS, usando reconhecimento facial. Sem essa confirmação, o contrato é cancelado automaticamente.
  • Fim da contratação por telefone e procuração — esses canais foram proibidos justamente porque eram os mais usados por golpistas para contratar empréstimos sem o conhecimento do beneficiário.
  • Contratação apenas pelo aplicativo do banco ou presencialmente — reduzindo brechas para fraude à distância.

Cuidados que continuam valendo

Mesmo com as novas proteções, vale acompanhar regularmente o extrato de descontos do INSS pelo aplicativo Meu INSS, desconfiar de qualquer contato por telefone oferecendo empréstimo consignado, e nunca fornecer senha ou dados bancários por ligação — nenhum banco legítimo pede isso dessa forma.

Fontes: Nubank.

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